PROFISSIONAL DO FUTURO
'EsalqShow: Painel com visões da academia e mercado
Qualquer profissional terá que ter noção de Inteligência Artificial

Por Da Redação

Última semana. Fórum de Inovação e Tecnologia no Agro aconteceu na Esalq

Crédito: Gerhard Waller

Última semana. Fórum de Inovação e Tecnologia no Agro aconteceu na Esalq

Segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Com um Painel Temático sobre o Profissional do Futuro, que abordou visões da academia e do mercado, terminou a edição 2019 do EsalqShow, Fórum de Inovação e Tecnologia no Agro, realizado na Escola Superior de Agricultura 'Luiz de Queiroz' (Esalq/USP).
Com moderação do engenheiro agrônomo Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA/USP), a Plenária Final do Fórum contou com falas de João Roberto Spotti Lopes, vice-diretor e presidente da Comissão de Relações Institucionais da Esalq/USP, Raphael Cassillo, professor da Unesp Botucatu, Marcelo Theoto Rocha, sócio-diretor da Fábrica Ethica Brasil, Marcelo Marino dos Santos, conselheiro da Abisolo e diretor-geral da Omex, Marcelo Habe, diretor de Marketing Latam da Agrichem do Brasil, Igor Belens, diretora de Recursos Humanos e Comunicação Corporativa da Compass Minerals, Leonardo Porpino, gerente-técnico da Alltech Crop Sciences Brasil, Stella Cato, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Stoller Brasil e Aramis Moutinho Júnior, superintendente-corporativo do Sistema OCESP.
O diretor da Esalq, professor Durval Dourado Neto, falou da importância em discutir o Profissional do Futuro.
“Estamos fazendo um diagnóstico e um prognóstico para o futuro. Qual é a nossa grande preocupação? Definir o que nós temos que fazer agora para não perdermos o bonde da história em termo de formação do Profissional do Futuro. Nós diagnosticamos que qualquer profissional terá que ter noção de Inteligência Artificial, noção de big data e Internet das Coisas. Ao mesmo tempo, somos usuários de Tecnologia e os dois grandes Players são Estados Unidos e China, daí a importância de se ter também, na sua formação, o Inglês, que acredito que é suficiente para atender as duas demandas. Mas para uma pequena parcela o Mandarim seria um diferencial do profissional do futuro”.
Dourado completou abordando a responsabilidade social da universidade em formar pessoas para melhorar a vida do cidadão comum brasileiro. “Estamos investindo para que uma parcela desses estudantes tenha boa formação em Inovação e em Empreendedorismo, é óbvio que não vão sair daqui 100% dos alunos inovando e empreendendo, mas vamos dar oportunidade para 100% para que uma parcela procure melhorar a vida das pessoas no Brasil”.
Painel
Marcos Fava Neves abriu o Painel e destacou que as mudanças tecnológicas constroem valores que requerem dos novos profissionais qualificações técnicas e comportamentais. Na sequência, o professor Luis Eduardo Aranha Camargo, docente da Esalq, traçou um Painel do Estudante que hoje em dia chega na Unidade da USP em Piracicaba e lembrou que, na Esalq, há uma preocupação com o aprendizado além da sala de aula.
“Mesclamos Transdisciplinariedade com Ensino Prático, empreendendo esforços para uma formação na qual estejam desenvolvidas habilidades sociais”. Marcelo Marinho dos Santos defendeu a formação de um Comitê unindo representações de empresas e da academia e frisou que o profissional do futuro deve possibilitar ganhos de produtividade.
Marcelo Hobe listou 10 habilidades requeridas ao novo profissional e, em suma, defendeu a formação de líderes executores, capazes de resolver dilemas complexos. Leonardo Alves sugeriu que os profissionais devem estar atentos a um mercado exigente, sem deixar de ouvir os anseios do produtor e Stella Cato apontou que, diante da Revolução Digital em que vivemos, o grande desafio é sabermos trabalhar com a Bioinformática.
“A agilidade, a resiliência e a flexibilidade estão entre as habilidades daqueles que irão permanecer no mercado”. Igor Belens sugeriu que o novo profissional ligado ao Agro deve entender também de programação, pois precisará se inserir em uma dinâmica de trabalho cada vez mais veloz.
“O avanço tecnológico exige um perfil atualizado e que esteja disposto a aprender sempre”. Raphael Castilho, da Unesp, lembrou que a trajetória profissional começa a ser moldada ainda na universidade e por isso o papel das universidades é cada vez mais importante ao orientar a construção das novas carreiras.
Marcelo Rocha propôs o desafio de encarar as questões ambientais como oportunidade e, fechando o Painel, Aramis Moutinho lembrou que, durante sua carreira, pôde perceber no Cooperativismo a importância da união entre empresas e academia.
Após o Painel, o diretor da Esalq encerrou os trabalhos abordando o foco principal do Fórum. “O enfoque principal do 'EsalqShow' é a Inovação e o Empreendedorismo e como objetivo maior, melhorar e agregar valor a tudo que a gente produz no Setor Agrícola para que em última instância melhore a vida das pessoas”.