EM ANIMAIS
Laboratório produz pele humana para substituir testes
O Conselho Nacional de Controle reconhece 17 métodos alternativos

Por Agência BrasiI

Pele humana reconstruída

Crédito: Samuel Allard/Laboratório Episkin

Pele humana reconstruída

A lei que estabelece novas regras para o uso de animais em testes estipulou o prazo de cinco anos para que os pesquisadores se adaptassem e utilizassem formas alternativas. O prazo de cinco anos termina no dia 24 de setembro deste ano. A resolução normativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações reconhece o uso de métodos alternativos válidos que possam reduzir ou substituir o uso de animais em atividades de pesquisa.
De acordo com a resolução, o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) reconhece 17 métodos alternativos. Um desses métodos permite teste da epiderme humana reconstituída. Neste mês, o Laboratório Episkin, que é uma subsidiária da L´Oreal, foi inaugurado no Brasil. O laboratório fica no Centro de Pesquisa & Inovação da L’Oréal, na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro.
Pioneiro mundial em reconstrução de pele, o laboratório de Bioengenharia de Tecidos vai disponibilizar pele reconstruída para testes em produtos. O material produzido pela Unidade será utilizado em substituição ao uso de animais como cobaias em testes de produtos.
O processo começa com a doação de restos de cirurgias plásticas para o laboratório. Daí se extraem os chamados queratinócitos. Essas células são cultivadas em Placas de Cultura e, depois de 17 dias em contato com o ar, se proliferam, formando múltiplas camadas de pele.
O laboratório já produziu mais de cinco mil tecidos de pele reconstruídos que foram utilizados no treinamento de mais de 100 pesquisadores no Mercosul, o que possibilitou a implementação de métodos alternativos em diversos laboratórios interessados em reduzir ou substituir os testes em animais.