ZOOLÓGICO DA CIDADE
Onça-pintada, Taigra, passou por check-up total
Felino foi anestesiado e examinado por uma equipe de especialistas

Por Da Redação

Check-up. Veterinários voluntários realizaram os exames na onça Taigra

Crédito: Divulgação

Check-up. Veterinários voluntários realizaram os exames na onça Taigra

Quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Segunda-feira (12) foi dia de cuidar da saúde para a onça-pintada Taigra, que vive no Zoológico Municipal de Piracicaba. Sob os cuidados de uma equipe de especialistas em várias áreas da Saúde, ela passou por um check-up veterinário completo. As informações foram divulgadas, oficialmente, nesta terça-feira (13). A onça tem 16 anos de idade, veio de Mogi Guaçu (SP), em 2003, e chegou a Piracicaba em 2006, com três anos de vida.
A equipe do Zoo de Piracicaba decidiu submeter Taigra a exames porque ela mudou sua forma de caminhar, mancando um pouco. Para essa análise, seria preciso anestesiá-la e a equipe aproveitou o momento para realizar uma bateria de exames. O check-up incluiu exames odontológico, oncológico, endoscópico, oftalmológico, ultrassonografia, de sangue, cardiológico, ortopédico e Raio-X.
Para o procedimento, foi realizada uma força-tarefa, que contou com a ajuda voluntária de veterinários de cidades como Limeira, Campinas, Sumaré e Americana, além de Piracicaba, e da médica veterinária do Zoo, Camilla Xavier.
De acordo com o veterinário Thiago Vilalta, diretor do Zoo de Piracicaba, anestesiar uma onça não é um procedimento comum, por isso, aproveitaram para fazer todos os exames. “Para anestesiá-la é preciso atirar um dardo tranquilizante e mantê-la dormindo com anestesia inalatória”, explicou.
Os exames devem ficar prontos nos próximos dias e, a partir dos resultados, Taigra irá receber os cuidados necessários. Todos os animais do Zoo, quando apresentam algum problema de saúde, são submetidos a exames.
Moradores
O Zoológico de Piracicaba tem aproximadamente 340 animais. São 53 espécies de aves, sete de répteis e 25 de mamíferos. Os animais que chegam são remanejados de outros Zoológicos ou resgatados, vítimas de maus tratos ou por viverem em cativeiros ilegais. Também são levados até o Zoo após serem encontrados feridos, vítimas de atropelamento ou de incêndios em matas. Sempre que há chances de que sobrevivam sozinhos, após os cuidados, são reintroduzidos na natureza.