ANGRA 3
Ministério definira modelo de participação este mês
Secretário disse que previsão é que usina esteja concluída até 2026

Por Agência BrasiI

Obras da Usina Nuclear de Angra 3

Crédito: Divulgação/PAC

Obras da Usina Nuclear de Angra 3

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros dos Santos, disse, em Florianópolis, que até o final deste mês deverá ser definido o modelo de participação da Usina de Angra 3. Santos participou de um workshop promovido pela Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abpti), dentro do evento 'Innovation Summit Brasil 2019', que ocorre até esta quarta-feira (14), em Florianópolis (SC).
Em entrevista à Agência Brasil após palestra no evento, o secretário disse que a previsão é que Angra 3 esteja concluída em 2026.
“Foi definido o preço de referência, preço que acho que é atrativo para a competição na disputa dos participantes. Acho que até o final de agosto a gente define a modelagem da participação da iniciativa privada. Em seguida, tem a competição, de tal sorte que possamos, em meados de 2020, começar efetivamente a retomada da obra e concluí-la, definitivamente, em janeiro de 2026”, disse.
Mais de 60% da Usina de Angra 3 foi construída, a um custo de quase R$ 10 bilhões. Para concluir a obra faltam mais R$ 15 bilhões em investimentos, que devem vir do parceiro privado que será selecionado a partir da definição do modelo.
Confiabilidade energética
O secretário explicou que a obra é importante para dar uma grande confiabilidade energética para a Região Sudeste do País. “(Angra 3) é uma usina cuja localização é importante porque está no Centro de Cargas (da Região] do Sudeste. É uma usina de geração de energia limpa. Uma usina em que a produção de energia e o fator de capacidade é da ordem 99%, com alta confiabilidade. Isso significa dizer uma geração mais próxima da carga, com redução de custos de transmissão e de perda”, disse.
Santos disse que também é importante em relação a Angra 3 é que a usina utiliza combustível nacional. “Não temos dependência de variação de Políticas Externas porque é um combustível nacional disponível e isso faz com que tenhamos uma Indústria mais competitiva. E quando se desenvolve a Indústria Nuclear, você traz não só atributo para a geração de energia mas a perspectiva de continuar com o país na vanguarda que queremos”, disse, ressaltando que a Tecnologia Nuclear é desenvolvida. também, nas áreas de Medicina e Agricultura, por exemplo.
Segundo informações da Eletronuclear, quando entrar em operação comercial, a Usina de Angra 3 terá potência de 1.405 megawatts, com capacidade de gerar mais de 12 milhões de megawatts-hora por ano, energia que seria suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período.
Caminhões da China
O secretário disse também que, em agosto, chegam ao país cinco caminhões, provenientes da China, para atuar na distribuição de GNL (Gás Natural Liquefeito). Eles devem começar a fazer o transporte de gás a partir de setembro na cidade de Aracaju.
“A Golar (Power, uma joint venture) está importando cinco caminhões da China e tem, como objetivo, pegar o gás e fazer a distribuição nas cidades. Se no passado precisava construir gasoduto para isso, hoje se tem mais flexibilidade de transporte de gás natural”. (A repórter viajou a convite da organização do evento Innovation Summit)