SHOPPING VIRTUAL
Smartphones são meio predileto para compras online
E que o gasto médio, ao longo do último ano, foi R$ 307,76.

Por Marcelo Rocha

Comércio eletrônico. Smartphones ganham força como ferramenta de compra na internet e deixam para trás notebooks e PCs

Crédito: Adriano Rizzo

Comércio eletrônico. Smartphones ganham força como ferramenta de compra na internet e deixam para trás notebooks e PCs

Sexta-feira, 12 de julho de 2019
O smartphone já é o meio preferido dos brasileiros que efetuam compras pela internet: sete entre 10 consumidores que realizam compras no grande shopping virtual que é a internet, o fazem por meio do dispositivo móvel. Depois, acontece o empate entre notebooks (39%) e desktops/PCs (39%), revelando a crescente predileção do consumidor por aparelhos portáteis. Os entrevistados podiam assinalar uma ou mais opções de tecnologia utilizada para a compra.
Esse é um dos indicadores de uma pesquisa realizada Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Bom, o visionário Steve Jobs (1955-2011) - empresário, inventor e co-fundador da Apple - já previra isso, quando, em 9 de janeiro de 2007, apresentou ao mundo o smartphone (no caso de sua Companhia, o iPhone) e antecipou seu potencial revolucionário.
Cravou que o aparelhinho portátil transformaria o planeta, suas formas de comunicação, de entretenimento, relações sociais e também a maneira de consumo. Dito e feito.
O estudo realizado em todas as Capitais do Brasil - com 800 pessoas que usam o Comércio Eletrônico - também detectou que o internauta brasileiro fez, em média, sete compras online nos últimos 12 meses, independente do tipo de aparelho utilizado (celular, tablet, PC). E que o gasto médio, ao longo do último ano, foi R$ 307,76. Considerando só compradores homens, o valor passa para R$ 359,43.
“Pelo celular já comprei ingressos de Cinema, produtos no Mercado Livre e o 'Vida Cap' (título de capitalização modalidade filantropia premiável)”, afirmou o empresário Altair Cunha Rebelo, 43 anos de idade. “Mas dependendo da compra, ainda faço pelo computador porque é melhor para visualizar o produto”, acrescentou.
O mecânico, Fabrício Gomes, 52 anos de idade, reconhece que até certo tempo atrás tinha receio de comprar peças pela internet, tanto pelo PC quanto pelo smartphone. “Mas depois que superei essa mistura de preconceito e medo, passei a fazer pedidos pelo celular. Agiliza minha vida, é muito mais prático. Posso, por exemplo, comprar peças enquanto estou tomando café numa padaria”, exemplificou.
Tendência digital
Destacou-se na pesquisa a tendência de compras feitas nas redes sociais. “Um terço (33%) adquiriu algum produto ou serviço por meio do Facebook, Instagram, Youtube ou WhatsApp no último ano, sendo que desses 63% mencionaram ter comprado de Varejistas Nacionais na maioria das vezes. Outros 57% costumam escolher os portais de compra e venda de produtos novos ou usados. Já 38% são impactados por varejistas internacionais e 27% pelos sites de ofertas e descontos”, informaram os realizadores do levantamento.
Compram menos do que gostariam
Seis em cada 10 brasileiros que fazem compras no e-commerce têm medo de fraudes digitais. Entre as pessoas consultadas, 61% disseram que gastam menos do que gostariam por causa desse receio.
Apesar do crescente número de golpes virtuais, 97% dos ouvidos pela pesquisa disseram que tomam algum tipo de cuidado antes de adquirir algo pela internet. Essas precauções incluem compras em canais conhecidos e o não fornecimento de dados do cartão, entre outras medidas.
“Nas aquisições feitas pela internet é preciso tomar cuidado com criminosos que agem por meio de sites falsos, muitos até roubam dados sigilosos dos consumidores sem que eles saibam. O Comércio Eletrônico no Brasil já amadureceu, mas vale ficar atento a ofertas muito agressivas”, aconselhou o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.
Entre a população entrevistada, 48% afirmou que o frete grátis é um fator que pesa na decisão de compra, enquanto outros 47% citaram os preços mais baixos e 41% são influenciados por promoções. A pesquisa ainda detectou que um em cada cinco consumidores (22%) teve problemas na última compra online.
Segundo o levantamento, as principais reclamações são entrega fora do prazo (10%), não recebimento do produto (5%), produto diferente do anunciado (4%) e recebimento de item danificado (4%). A grande maioria, contudo, afirma não ter tido algum tipo de problemas (76%).
Gasto médio do internauta brasileiro: R$ 307,76
*Tipo de pagamento no comércio online
Cartão de crédito - 67%
Boleto bancário - 48%
*Índice de satisfação com a última compra
Satisfeitos - 82%
Arrependidos - 11%
*Produtos mais adquiridos
Calçados e acessórios (43%)
Eletrodomésticos (36%)
Celulares e smartphones (34%)
Comida delivery (30%)
Artigos para casa (29%)
Cosméticos/perfumes (29%).