ATÉ A PRAÇA
Ato pela Educação será realizado nesta quarta-feira
Movimentos estão programados para ocorrer em âmbito nacional

Por Marcelo Rocha

Mobilização. Alunos da Escola Estadual 'Professor José Romão', no bairro Vila Rezende, participaram de ato prévio, nesta terça-feira

Crédito: Divulgação

Mobilização. Alunos da Escola Estadual 'Professor José Romão', no bairro Vila Rezende, participaram de ato prévio, nesta terça-feira

Quarta-feira, 15 de maio de 2019
Entidades estudantis, professores, Associações, Movimentos Sociais, Sindicatos e outros setores de Piracicaba ligados à Educação, participarão, nesta quarta-feira (15), de uma manifestação popular em prol da educação. O protesto - alinhado com greves e atos programados em âmbito nacional - terá início às 10 horas, no estacionamento do Mercado Municipal e seguirá em passeata, pela rua Governador Pedro de Toledo e outras vias do Centro, até a praça José Bonifácio. O encerramento será um ato público em frente à Câmara de Vereadores de Piracicaba.
É um protesto contra a precarização do setor, o corte de recursos e a adoção de Políticas Públicas que, sistematicamente, vêm prejudicando a área da Educação, explica Gabriel Colombo, 29 anos de idade, um dos articuladores do Movimento entre os alunos da Escola Superior de Agricultura. Graduandos e pós-graduandos da Esalq participaram, na noite da última segunda-feira (13), de duas assembleias que aprovaram por unanimidade a participação dos universitários na manifestação.
"Vamos às ruas em um momento de ataques à Educação. Desde 2015, os governos aplicam uma Política de Ajuste Fiscal, tornada ainda mais grave com a Emenda Constitucional 95, que congela o Orçamento Federal por 20 anos, impedindo ampliar os investimentos em Educação, Saúde, Transporte, etc. Nenhum outro país do mundo tem uma Política assim", afirmou Colombo, engenheiro agrônomo, pós-graduando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em Ecologia Aplicada e diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
"E agora, com o governo Bolsonaro, o corte de 30% no Ministério da Educação condena o funcionamento do Sistema Educacional, do Básico ao Superior. Nas universidades, isso implica limitação das verbas discricionárias, utilizadas para pagar energia, água e trabalhadores terceirizados. Isso significa que as universidades vão parar de funcionar no segundo semestre se esses cortes forem mantidos", acrescentou.
Outro participante da manifestação, Maycon Costa, 21 anos de idade, aluno do curso de História da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), disse que "o objetivo da mobilização é chamar a atenção dos estudantes e da sociedade civil para a situação precária da Educação no Brasil".
"Dada a situação que o governo federal impõe à Educação nas Instituições Públicas, com o corte de recursos de quase 40%, criou-se esse Dia Nacional de Mobilização pela Educação (15 de maio) como forma de protesto. Mas essas medidas políticas também reverberam nas Instituições Privadas, que deixam de receber, por exemplo, o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e o ProUni (Programa Universidade para Todos)", declarou o universitário.
Mobilização da Apeoesp
Em nota, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que "a greve geral marcada para esta quarta-feira está ganhando o apoio de Movimentos Sociais e de Sindicatos de Trabalhadores ligados ao Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba) e promete parar as escolas estaduais do município".
Nesta terça-feira (14), alunos de algumas escolas estaduais de Piracicaba, entre elas participaram de manifestações em apoio ao movimento na cidade e no País. No Estado, o ato geral será às 14 horas, no Vão do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Capital. De Piracicaba, partirão dois ônibus rumo a São Paulo, com professores e estudantes, disse a Apeoesp.
"A nossa proposta é de chamar a atenção da população para o desmonte da Educação, que irá se agravar com o corte nos investimentos, e os prejuízos que a Reforma da Previdência Social causará, principalmente aos mais pobres, uma vez que atingirá todos os trabalhadores, inclusive os professores", declarou a diretora da Apeoesp em Piracicaba, Leonor Peres.