IMAGENS RARAS
Aves pernudas: 'Pernilongos' no Rio Piracicaba
O pássaro (que mede cerca de 38 centímetros de altura)

Por Marcelo Rocha

Aves conhecidas como 'pernilongo-de-costas-brancas' são flagradas às margens do rio

Crédito: Davi Negri

Aves conhecidas como 'pernilongo-de-costas-brancas' são flagradas às margens do rio

Segunda-feira, 15 de abril de 2019
Um par de pássaros da espécie popularmente conhecida como “pernilongo-de-costas-brancas” foi flagrado, semana passada, nas margens do rio Piracicaba, na Região entre a Ponte do Mirante e o Museu da Água. A imagem rara (pelo menos no Perímetro Urbano do rio) foi feita graças ao olhar atento de David Negri, repórter-fotográfico da Câmara de Vereadores de Piracicaba, que foi “xeretar o rio após o fim das chuvarada e a baixa da água”.
“Até então, eu só tinha visto esse pássaro no Tanquã, e mesmo assim muito de longe. Agora, para a minha surpresa, fui achar um casal de ‘pernilongo’ aqui perto da Ponte do Mirante”, relatou Negri. O nome científico da ave clicada por Negri é himantopus melanurus, informa o livro “Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem” (Johan Dalgas Frisch e Christian Dalgas.
Ainda segundo a publicação, trata-se de uma ave da família Recurvirostridae que, além do Brasil, se faz presente em países vizinhos como Argentina, Paraguai, Bolívia, Uruguai, Chile e Peru. O pássaro (que mede cerca de 38 centímetros de altura) também coleciona outros apelidos como maçaricão, perna-de-pau, quero-quero da praia ou pernalonga, segundo sites e fontes dedicadas à Ornitologia.
A referência ao inseto deve-se às suas pernas longas e ao bico afilado. Insetos e pequenas presas constituem a alimentação básica do “pernilongo-de-costas-brancas”. Quanto à sua reprodução, as fêmeas pernilongo têm por hábito “depositar seus ovos em depressões de terrenos secos”.
De acordo com o livro da família Dalgas (ornitólogos e editores de publicações especializadas), esta ave costuma “habitar lagoas, estuários, praias fluviais e marítimas, manguezais, arrozais e banhados”. “Apesar das agressões impostas pelo homem, a natureza consegue dar mostras de vida, se regenerar e permanecer bonita”, declarou Negri.