ÁREAS VERDES
Em audiência, vereadores cobram 'melhor zeladoria'
Parlamentares têm recebido muitos pedidos de serviços

Por Adriana Ferezim

Com plenário vazio, audiência discutiu a qualidade do serviço de manutenção das áreas verdes e calçadas

Crédito: Antonio Trivelin

Com plenário vazio, audiência discutiu a qualidade do serviço de manutenção das áreas verdes e calçadas

Quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Falta de planejamento, investimento e treinamento foram problemas apontados na audiência pública que discutiu a execução dos serviços de manutenção e conservação das áreas verdes e jardinagem em parques, praças, centros de lazer, próprios públicos, verde viário, a poda das árvores, supressão e replantio delas na cidade, nesta quarta-feira (5), na Câmara de Vereadores.
A audiência foi solicitada pelo vereador Laércio Trevisan Júnior (PR) e, além dele, participaram os parlamentares Wagner Oliveira, o Wagnão (PHS), Nancy Thame (PSDB) e Lair Braga (SD), e os representantes da Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema), Carlos Ambrosano, diretor do Departamento de Controle e Fiscalização, Silval Sarto, diretor de Ecossistemas e Felipe Gomes, do Gerenciamento de Projetos da Prefeitura.
Trevisan Júnior apresentou, em fotos, diversos exemplos de árvores secas, com pedido de retirada sem atendimento, além de calçadas com mato e árvores podadas de forma irregular. "Essa gestão não retira o mato das guias e sarjetas, como ocorria antes. A calçada é espaço público e acredito que quem deve limpar é a Prefeitura. No caso de buraco, piso quebrado, o proprietário é responsável, mas mato faz parte da limpeza", disse o vereador.
Ele esclareceu que a Câmara tem recebido muitos pedidos de serviços. A Assessoria do vereador André Bandeira (PSDB), que justificou ausência dele na audiência por estar em uma reunião solene, afirmou que tem uma lista de pedidos encaminhados à Sedema não atendida. "Quando a população recorre ao vereador, é porque já esgotou as solicitações no 156", disse Trevisan Júnior.
Lair Braga perguntou por que a Prefeitura ainda não conta com a parceria da Administração Penitenciária do Estado, que já "ofereceu a mão de obra dos apenados para esse tipo de serviço". Ambrosano não soube dizer o motivo, mas afirmou que, se for possível, essa ajuda será bem-vinda.
Na audiência, Ambrosano ressaltou que a fiscalização dos serviços - realizados por empresas terceirizadas - é feita por amostragem e cobre cerca de 30% dos serviços executados no município. Nancy lembrou que a Prefeitura e a população devem privilegiar a arborização e substituir espécies que causam danos, por outras mais adequadas. "Elas valorizam o imóvel e melhoram a qualidade de vida de toda a população e o clima", afirmou.
O engenheiro florestal, Fernando Grossi, afirmou que pelo tamanho da cidade e da quantidade de áreas verdes, faltam recursos. "Também é nítido que os trabalhadores terceirizados não têm treinamento adequado e falta um planejamento mais eficiente. O que provoca o acúmulo de serviços e demora no atendimento das necessidades da população", comentou.
O diretor de Ecossistemas da Sedema, Sinval Sarto, mostrou que, em 2016, o 156 recebia dois mil pedidos de corte de mato e manutenção de áreas verdes. Com novo planejamento, caiu para 700 solicitações, em período de chuva. Os contratos dos serviços somam R$13,2 milhões. Em 2017, eram R$ 16 milhões.