MAIS UMA VÍTIMA
Quarta morte por gripe H1N1 neste ano
Pessoas tinham idades que não estão definidos nos grupos prioritários

Por Adriana Ferezim

Vacinação contra a gripe, em Piracicaba

Crédito: Del Rodrigues

Vacinação contra a gripe, em Piracicaba

Quarta-feira, 12 de setembro de 2018
Foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde a quarta vítima fatal da gripe A H1N1, em Piracicaba. Trata-se de um homem, na faixa etária de 50 a 59 anos, que apresentou os sintomas, em junho. As outras três pessoas que vieram a óbito também desenvolveram a Síndrome Respiratória Aguda Grave, por causa do vírus H1N1. 
Elas tinham idades que não estão definidos nos grupos prioritários de vacinação definidos pelo Ministério da Saúde, que priorizam idosos a partir dos 60 anos de idade, gestantes, puérperas, crianças de seis meses a cinco anos de idade, pessoas com comorbidades e profissionais da Saúde e da Educação.
As três mortes confirmadas anteriormente pela Secretaria foram de duas mulheres com idade entre 50 e 59 anos, um homem que tinha de 30 a 39 anos. De acordo com a Secretaria, esses óbitos revelam a necessidade de mudar a estratégia de vacinação e universalizar as doses, ou seja, disponibilizar a vacina contra a gripe a todas as idades.
Há, ainda, a baixa adesão dos grupos prioritários, registrados ultimamente. Neste ano, a campanha contra a gripe, em Piracicaba, atingiu 75,2% da meta, que é de 90% do público-alvo. O que menos teve adesão foi o das crianças. Os pais deixaram de imunizar os filhos contra a gripe.
Segundo a Secretaria, apenas 50% desse público-alvo foi imunizado. O mesmo comportamento está se repetindo com a vacinação contra o sarampo e a poliomielite, que teve a campanha prorrogada até essa sexta-feira (14).
Unidades
Em junho, com vacinas da gripe em estoque, o Ministério da Saúde permitiu aos municípios, a vacinação para crianças até nove anos e adultos a partir dos 50 anos. A Campanha teve início em todo o País no dia 23 de abril e foi prorrogada duas vezes, até junho. Em Piracicaba, a Secretaria esclareceu que as imunizações continuaram até o final dos estoques das vacinas nas Unidades de Saúde, atendendo os grupos prioritários e a população do público ampliado.
Prevenção
A Secretaria ressaltou, no início da Campanha, que a transmissão dos vírus influenza (gripe) acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).
“Mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração”, esclareceu.