SISTEMA VIÁRIO
Sinalização renovada por R$ 4,9 milhões
Serget, responsável pelo trabalho viário, em Piracicaba, continuará

Por Adriana Ferezim

A Gazeta constatou que a sinalização está precária em vários pontos da cidade

Crédito: Antonio Trivelin

A Gazeta constatou que a sinalização está precária em vários pontos da cidade

Quinta-feira, 9 de agosto de 2018
A sinalização viária horizontal e vertical de Piracicaba apresenta falhas. Locais na área central estão com pinturas nas ruas apagadas e precárias. Há também placas desgastadas pelo tempo e há o risco de acidentes causados por falta da correta orientação aos condutores. A Prefeitura renovou o contrato com uma das empresas responsáveis pelo serviço por R$ 4,9 milhões, por 12 meses.
O aditivo ao contrato feito da licitação 20/2013, foi publicado na edição da última terça-feira (7), no Diário Oficial do Município. Além dessa empresa, outra também realiza o serviço por cerca de R$ 1 milhão, ao ano, e há, ainda, alguns trabalhos executados pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran).
No contrato renovado, além da sinalização viária vertical e horizontal, a empresa faz a prestação de serviços de engenharia para a instalação semafórica, defensas metálicas e tachas e tachões. Tudo custará, nos próximos 12 meses, R$ 4,9 milhões aos cofres públicos do município, um reajuste de 18,21% ante o valor do contrato original de R$ 4,1 milhões, de 2014, que já recebeu aditivos em 2016 e, em 2017, sendo o último o valor pago de R$ 4,8 milhões.
A Gazeta apurou que a empresa contratada, realiza principalmente a sinalização à quente. Outras vias são sinalizadas a frio e o serviço é feito pela Companhia que recebe cerca de R$ 1 milhão ao ano. E, ainda há outras ruas que recebem sinalização da própria Semuttran.
Deficiências
Nesta quarta-feira (8), a Gazeta flagrou, em ruas da área central, problemas na sinalização. O motociclista Paulo Sérgio Araújo, 39 anos de idade, contou que sofreu acidente por falta da sinalização 'Pare' em uma rua do bairro Jardim Planalto.
“À noite, um tempo atrás, fui cruzar uma rua na rotatória (na avenida Abel Francisco Pereira) e acabei colidindo em um carro, porque não havia a pintura na rua. Era para eu parar, minha sorte é que não me machuquei porque estava devagar, mas tive o prejuízo de consertar o carro do rapaz. É um perigo as ruas sem a sinalização adequada e há muitas assim”, afirmou.
A Gazeta flagrou problemas na rua Joaquim André, no bairro Paulista. O “Pare” está desgastado nessa rua em dois cruzamentos, com a rua Boa Morte e com a rua do Rosário. Na rua Fernando Ferraz de Arruda Pinto, a indicação “Escola” na via está apagada e o “Pare” na esquina com a avenida Doutor Paulo de Moraes também está apagada.
No local, a placa existente está envelhecida. No local fica um dos lados da Escola Estadual 'Doutor Jorge Coury'. Na rua Doutor João Conceição, na esquina com a rua do Rosário, no bairro Paulista, a sinalização horizontal apresenta letras sobrepostas, dificultando a leitura e, além disso, estão desgastadas também.
Na rua da Glória, entre a rua Doutor Edgar Conceição até a avenida Doutor Paulo de Moraes, as faixas que dividem as pistas de rolamento dos veículos estão apagadas e em alguns pontos inexistem. Na altura do número 2000 da rua José Pinto de Almeida, há uma lombada com falta de pintura e, na rua Christiano Cleopath, na esquina com a rua José Pinto de Almeida, a placa que indica a mão de direção da Christiano Cleopath está também comprometida pelo tempo.
De acordo com o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Jorge Akira, todos os locais apontados pela Gazeta serão vistoriados e os serviços deverão ser priorizados.