MEIO AMBIENTE
Audiência discute criação de APA's
Encontro será realizado no dia 28, uma terça-feira, na Prefeitura

Por Adriana Ferezim

Tanquã,o pantaninho paulista, pode não ser protegido, disse promotor

Crédito: Christiano Diehl Neto

Tanquã,o pantaninho paulista, pode não ser protegido, disse promotor

Terça-feira, 21 de agosto de 2018
Será realizada no próximo dia 28 de agosto, a audiência pública sobre a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) Barreiro Rico e da APA Tanquã-Rio Piracicaba, no anfiteatro do Centro Cívico, sede da Prefeitura de Piracicaba, às 17 horas, pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. O objetivo é discutir, com a população, a instalação das APAs em uma área de 44 mil hectares.
O promotor de Justiça, Ivan Carneiro Castanheiro, do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) Núcleo PCJ Piracicaba, ressalta que é importante a participação da sociedade, porque o que o governo havia proposto uma única APA para as duas regiões que são contíguas, têm ecossistemas semelhantes, mas no texto final do relatório técnico da proposta de criação, as Unidades foram divididas.
"A divisão, além de ser um problema que fere a economicidade, uma vez que se forem aprovadas as duas áreas serão necessárias duas administrações e dois Conselhos Gestores, há o risco da não aprovação da APA Tanquã-rio Piracicaba", alertou. Segundo ele, é fundamental que a APA seja instituída nessas duas áreas para proteger a fauna e a flora dessas áreas.
"Apesar do processo de licenciamento da barragem de Santa Maria da Serra ter sido arquivado pela Cetesb, recentemente, e diversos estudos indicando riscos de contaminação do Aquífero Guarani, de enchentes no rio Piracicaba e prejuízo para as aves migratórias do Hemisfério Norte, entre outros impactos ambientais do projeto, ainda existe pressão para que ele seja retomado. Se for instalada a APA, a área fica protegida e a barragem não será construída, daí o risco de termos aprovada apenas a APA Barreiro Rico ", disse.
No relatório da criação das APAs, a Secretaria informou que a criação é necessária porque "o Unterior do Estado de São Paulo foi severamente afetado pelo desmatamento pela Agricultura e Pecuária e pela expansão urbana.
"As matas da antiga Fazenda Barreiro Rico são objeto de interesse da comunidade científica desde pelo menos a década de 1950. A área é simbólica por abrigar cinco espécies de primatas. As primeiras avaliações técnicas recomendaram que fosse incluída nos estudos a vizinha região da planície de inundação do Tanquã, no rio Piracicaba, em função de sua notória biodiversidade de aves aquáticas. Conhecida como pantaninho paulista", informa o documento.