CONTRA INCÊNDIOS
Corpo de Bombeiros difunde ações preventivas
Grupos participaram de uma palestra informativa sobre o tema

Por Marcelo Rocha

A equipe do 1º Subgrupamento de Bombeiros de Piracicaba

Crédito: Christiano Diehl Neto

A equipe do 1º Subgrupamento de Bombeiros de Piracicaba

Quinta-feira, 17 de maio de 2018
Durante todo o ano de 2017, foram registradas 463 ocorrências de incêndios em áreas verdes de Piracicaba. Deste montante, 70% dos casos - o equivalente a 324 atendimentos feitos pelos bombeiros - ocorreu justamente entre os meses de maio e setembro, período considerado crítico por causa da estiagem. Em razão desse risco, o Corpo de Bombeiros de Piracicaba iniciou uma campanha para difundir em meio à população ações e medidas preventivas para evitar o fogo em terrenos baldios, propriedades rurais e outros locais com cobertura vegetal.
Os números excluem sub-notificações e ocorrências classificadas como “de menor potencial”, ressaltou o tenente Alexandre Garcia Vieira, do Corpo de Bombeiros do município. “Mas esses casos não contabilizados podem chegar a 10% desse total”, afirmou. Anualmente, nesta fase de estiagem, o Corpo de Bombeiros já desenvolve a Operação 'Corta Fogo', realizando atendimentos e difundindo ações preventivas para preservar vidas e atenuar o dano ambiental.
Nesta quarta-feira (16), grupos de bombeiros participaram de uma palestra informativa sobre o tema, no Posto de Bombeiros da Cidade Alta. “Nesta palestra, realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema), com a Desesa Civil e o Pelotão Ambiental, apresentamos medidas que precisam ser divulgadas para a sociedade”, explicou o tenente Garcia.
De acordo com o bombeiro, a população precisa adotar medidas preventivas como, por exemplo, não atear fogo em áreas verdes e realizar frequentemente a conservação de terrenos particulares (corte de grama/mato e a possível limpeza de entulho e lixo). “Esses cuidados também diminuem a proliferação de animais peçonhentos”, salientou.
“É importante lembrar que incêndios em cobertura vegetal não afetam só o vizinho daquele terreno, ele afeta toda a população local, porque as partículas expelidas por aquele incêndio são transportadas pelo vento e vão atingir uma parcela significativa da população, inclusive idosos e crianças com problemas respiratórios”, observou o capitão, Bruno César Penna Gobbo.
Incêndios muito raramente ocorrem por razões naturais, ressaltou Garcia. Na maioria das vezes são provocados pela ação do homem. E muitas vezes são intencionais.
“Recentemente, registramos um aumento significativo de incêndios em áreas de novos loteamentos. Muita gente ainda põe fogo em locais que serão utilizados para a ocupação humana. E em vários casos são áreas que fazem divisa com locais de preservação ambiental”, citou.
Segundo o secretário-executivo da Defesa Civil, Odair Mello, nas áreas de invasão no município também é comum as pessoas cortarem a vegetação local e, depois, atearem fogo na mesma. Durante a estiagem, diz Mello, a Defesa Civil trabalha dando suporte ao Corpo de Bombeiros, disponibilizando brigadistas e fornecendo, se necessário, caminhões-pipa e outros equipamentos.
“As pessoas precisam se antecipar ao incêndio, adotando ações preventivas. A gente não quer que ocorra um incêndio para, depois, termos que usar a nossa capacidade operacional em detrimento de outras ocorrências que também temos que atender”, afirmou o tenente.
A título de curiosidade, Garcia cita o incêndio que consumiu uma área de 90 mil metros quadrados de área verde, na região do distrito de Tupi, no último final de semana. “O combate a este incêndio durou cerca de seis horas e mobilizou oito bombeiros militares”, relatou.
Denúncias de pessoas que põem fogo em áreas verdes devem ser feitas pelo telefone (19) 3426-1996, do Pelotão Ambiental, informam o tenente Garcia e o secretário-executivo da Defesa Civil.