SINDICATO DOS MUNICIPAIS
Servidor criticado por vereador recebe apoio
Para o presidente, o agente fiscal fazendário teria sido ameaçado

Por Adriana Ferezim

Valdir Sgrigneiro, presidente do Sindicato

Crédito: Christiano Diehl Neto

Valdir Sgrigneiro, presidente do Sindicato

Terça-feira, 13 de março de 2018
O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e região ofereceu apoio ao servidor da Prefeitura que foi duramente criticado pelo vereador Osvaldo Schiavolin, o Tozão (PSDB), na tribuna da Câmara na última quinta-feira (8). Para o presidente da entidade, Valdir Sgrigneiro, o agente fiscal fazendário teria sido ameaçado pelo parlamentar.
"Nós iremos nos reunir com o servidor nesta terça-feira (13). Se ele quiser, estamos dispostos a adotar as medidas administrativas e jurídicas cabíveis para que os fatos sejam esclarecidos e ele possa se defender das acusações do vereador. Estamos exercendo o papel do Sindicato, que é a trincheira do trabalhador", afirmou.
Entre as ações, Sgrigneiro pretende usar a tribuna da Câmara para defender o servidor e todos os trabalhadores municipais que exercem um papel importante no atendimento aos cidadãos. Uma outra medida, também, é que a entidade pode solicitar ao presidente do Legislativo Municipal, Matheus Erler (PTB), a abertura de uma investigação à Comissão de Ética da Câmara, se houve uma suposta quebra de decoro parlamentar pelo vereador.
"Vamos fazer o levantamento de todos os fatos, mas para isso ocorrer e para adotarmos algumas medidas o servidor precisa autorizar e querer se defender. Até ontem (último domingo, dia 11), ele ainda não havia registrado Boletim de Ocorrência sobre os fatos", disse Sgrigneiro. O servidor, Wlademar Zambello Filho, está trabalhando normalmente, conforme o Sindicato.
A Prefeitura informou que o vereador "Tozão foi atendido no mesmo dia (do atendimento do servidor), pela Chefia de Gabinete, e, em seguida, pelo secretário de municipal de Administração, Erotides Gil. Ficou acertado que o vereador iria formalizar a denúncia para abertura de sindicância", informa a nota. Nesta segunda-feira (12), à Gazeta, Tozão afirmou que apesar de ter dito que sua vontade era de rachar a cabeça do servidor no balcão, na tribuna da Câmara disse que não o ameaçou.
"Não foi ameaça. Era só muito nervosismo pelo que aconteceu. Já estávamos na Prefeitura há duas horas e 30 minutos, eu e o munícipe que fui ajudar, que é proprietário rural e tem de pedir a isenção do IPTU, porque a área urbana chegou até a sua propriedade. Passamos pelo protocolo e nos orientaram a ir até o guichê dele. Mostramos os documentos e a gente não conseguia entender os questionamentos sobre os documentos apresentados e preencher um relatório. Começamos a rir de nós mesmos. Ele achou que estávamos rindo dele. Vou abrir uma representação contra ele, porque uma pessoa não pode atender o público dessa forma", disse.