EM PIRACICABA
Cento e quarenta e um postes foram destruídos
CPFL Paulista registrou, no ano passado, 141 colisões nas estruturas

Por Ana Cristina Andrade

Postes de Piracicaba foram alvos de 141 colisões em 2017

Crédito: Ana Cristina Andrade

Postes de Piracicaba foram alvos de 141 colisões em 2017

Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
A CPFL Paulista registrou, no ano passado, 141 colisões (batidas de veículos), em postes, na cidade. Isso ocasionou 31 interrupções de energia, deixando 15,9 mil clientes às escuras na cidade. O detalhe é que o total de colisões representou 110% a mais do que a CPFL registrou o ano todo em Campinas (SP) - foram 67 casos, com 67.157 clientes interrompidos.
Para Rodrigo Bianchi, gerente de Serviços de Rede da CPFL Paulista, este aumento na cidade de Piracicaba realmente chama a atenção. “Está ligado com imprudência , falta de atenção e consumo de bebidas alcoólicas”, avaliou.
O que foi constato pela CPFL, segundo ele, é que as colisões ocorreram principalmente no período noturno e nas madrugadas. “A CPFL aconselha para a comunidade em geral, que enquanto estiver dirigindo veículos sempre fique atenta ao caminho, evite distrações e nunca consuma bebidas alcóolicas antes de dirigir”.
Jorge Akira, secretário municipal de Trânsito e Transportes de Piracicaba, disse que um dos problemas de Piracicaba é que a algumas pessoas não têm ainda a cultura de dirigir com cuidado em uma cidade grande. “Campinas, por exemplo, sempre teve um grande volume de veículos. Em Piracicaba, a quantidade de veículos veio aumentando de uns 12 anos para cá e tem gente que ainda dirige como se estivesse doze anos atrás”, observou.
Akira disse que não há justificativa para tantas colisões, porque a cidade está bastante sinalizada. “Como todo secretário municipal costuma fazer, eu rodo pela cidade e confiro as sinalizações”, explicou.
A maior parte desses acidentes, de acordo com ele, envolve jovens e ocorrem aos finais de semana. “Isso é o quê? álcool. Por isso fizemos um trabalho com a Polícia Militar e Guarda Civil, para que reforcem a fiscalização com relação à alcoolemia”, acrescentou.
Vários fatores
Segundo o comandante do 10º Batalhão, tenente-coronel Willians de Cerqueira Leite Martins, vários são os fatores que podem gerar colisões em postes. Entre eles, ele destaca a falta de manutenção do veículo, eventual não observância da velocidade compatível com a via (excesso de velocidade) e também a ingestão de bebida alcoólica.
“Tais elementos, separados ou combinados, podem gerar fatores de riscos que causem os acidentes. Estamos intensificando, principalmente as fiscalizações utilizando o etilômetro - bafômetro - para surpreender quem arrisque dirigir após ingerir bebida alcoólica”, revelou.
O culpado paga
Em casos de acidentes contra postes, o culpado deve arcar com os custos dos danos causados ao patrimônio da empresa. A substituição de um poste varia entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, de acordo com a CPFL Paulista.
Essa diferença de valores depende dos equipamentos instalados, tanto pela distribuidora de energia como pelas empresas que ocupam a estrutura. Por exemplo: um poste com iluminação pública simples tem menor valor do que um poste que possui um transformador de energia ou equipamentos de televisão e telefonia.
“A quantidade de ocorrências de colisão com postes é um reflexo da alta imprudência nas vias. A intenção da CPFL Paulista é alertar a população, não somente para os danos à rede elétrica, mas também à segurança da própria vida e a de terceiros”, ressaltou o gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, Marcos Victor Lopes.