ESPÉCIE PIRACANJUBA
Setenta mil filhotes de peixes são soltos no Tanquã
A AES Tietê realizou a prática às margens do rio Piracicaba

Por Da Redação

A ação da AES Tietê foi em parceria com o Instituto Beira Rio e a Aperp

Crédito: Divulgação/AES Tietê

A ação da AES Tietê foi em parceria com o Instituto Beira Rio e a Aperp

Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Setenta mil filhotes de piracanjuba povoam o Piracicaba desde a última quarta-feira (10). A informação foi confirmada nesta quinta-feira (11). A soltura aconteceu às margens do manancial, especificamente no bairro Tanquã, em uma parceria do Instituto Beira Rio, da Aperp (Associação dos Pescadores Esportivos do rio Piracicaba e Afluentes) e da AES Tietê.
"Foi emocionante, lindo de ver", comentou Luís Fernando Magossi, o Gordo, um apaixonado pelo Piracicaba. Assim que eram soltos, formavam uma ‘nuvem’ escura debaixo da água. O piracanjuba é um peixe de escamas, com dorso castanho-escuro prateado e nadadeiras vermelhas
Segundo Magossi, neste ano, serão 280 mil novos 'moradores' no Piracicaba. A próxima soltura será no dia 2 de fevereiro, no Loteamento Tamanduá, localizado no reservatório de Barra Bonita, como parte da programação do Passeio de Barco. Serão 70 mil alevinos das espécies piracanjuba, pacus e corimbatás.
No dia 4 de abril, 35 mil pacus e 35 mil piracanjubas serão soltos no Tanquã. No dia 30 de maio, o rio Piracicaba vai receber filhotes de um de seus peixes mais ilustres: o dourado. Serão 50 mil, também no Tanquã. Gordo, que é do Instituto Beira Rio, recebeu mais de 300 mensagens pelo Facebook e pelo Whatsapp, em agradecimento ao que está fazendo pelo rio. “Isso é gratificante. O rio é o meu pai", disse à Gazeta.
Os filhotes soltos medem cerca de 10 centímetros e a vantagem de terem o tamanho juvenil é que “não sofrem choque térmico” e “todos devem vingar”. Gordo disse, ainda, que a piracanjuba cresce um quilo por ano e, com cerca de um quilo e meio, já começa a reproduzir.
O Instituto Beira Rio tem por objetivo principal a luta pela preservação do rio Piracicaba, combatendo a pesca predatória, a degradação das áreas de preservação permanente e a poluição que afetam a fauna ictiológica e os recursos hídricos na Bacia Hidrográfica do rio Piracicaba.