AMBIENTE FAMILIAR
Um lugar de muitas belezas e de muita paz: eis o Horto de Tupi
A paisagem que rodeia o lago é um convite a um momento de paz e à reflexão

Por Ana Cristina Andrade

Lugar preservado, que proporciona ao visitante muita paz, tudo em meio ao verde e a uma natureza deslumbrante

Crédito: Antonio Trivelin

Lugar preservado, que proporciona ao visitante muita paz, tudo em meio ao verde e a uma natureza deslumbrante

Um lugar que oferece 198 hectares de ar puro e muito verde, que propicia um ótimo ambiente com mesas e bancos para um piquenique em família, centro de visitantes para ministração de aulas sobre o meio ambiente - painel com sementes, insetário, quebra-cabeças com desenhos de animais encontrados no local - e um lago aberto para pescaria artesanal (com vara de bambu). A beleza natural está na Estação Experimental de Tupi, que fica na SP-304, rodovia Luiz de Queiroz, local bastante conhecido como Horto de Tupi.
Muita gente até pensa que a área é municipal, mas ela pertence à Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Por querer estimular o uso público, e também por questão de caráter educativo, a secretaria lançou recentemente o projeto "Vem pro Horto", que já está sendo colocado em prática desde o início deste mês.
A Gazeta esteve no local na última quinta-feira (11) e, acompanhada da gestora ambiental Maria Luísa Bonazzi Palmieri, 30 anos de idade, responsável pela unidade, conheceu um pouco do que o espaço oferece, de maneira gratuita. Lógico que quem passa por lá tem de obedecer algumas normas de preservação da natureza e cuidar do lugar.
"Queremos contribuir para transformar a Estação Experimental de Tupi em um espaço educador sustentável, aproximando-a da comunidade, aprimorando e ampliando os trabalhos de educação ambiental desenvolvidos, além de convidar as pessoas para que venham conhecer a unidade", disse Maria Luísa.
Entre os trabalhos de educação ambiental estão a reestruturação da proposta pedagógica da trilha da Biodiversidade, com a diversificação das práticas pedagógicas adotadas; reformulação das placas informativas e educativas da unidade; elaboração de publicação sobre as atividades educativas desenvolvidas no local; impressão do material educativo EducaTrilha, com sugestões de atividades para as escolas que visitam a Estação Experimental de Tupi, entre outros.
A trilha da Biodiversidade tem somente 400 metros de extensão, mas nela se trabalha a questão da mata ciliar. "Aqui funciona como mata ciliar para o ribeirão Tijuco Preto", destacou Maria Luísa. Nesta trilha foram plantados pinos e quando parou a produção, um sub-bosque se regenerou e hoje a área tem uma função forte de conservação. "Aqui é mata Atlântica do interior", disse a gestora ambiental.
Outros grupos podem caminhar pela trilha da Biodiversidade e conhecer as espécies que o espaço oferece. Basta agendar com as responsáveis. Já aconteceu uma oficina de compostagem no local, que faz parte das atividades, mas outras já estão sendo programadas, de acordo com Maria Luísa. "Teremos também oficinas de captação de água da chuva e produção de mudas", explicou.
Para quem vai ao Centro de Visitantes, a engenheira ambiental Rosa Maria Galera Gonçalves é quem auxilia na recepção. Ela mostrou à Gazeta um pequeno espaço, mas de uma riqueza cultural, educacional e ambiental muito grande, que é onde acontece também o Educa Tupi. Ali ficam o mostruário de sementes da localidade - chuva de ouro, drago, jurema, pau-brasil, peroba, jatobá, olho de pavão (esta é exótica), entre outras, e o insetário, que tem espécies encontradas na área verde da estação e foi construído por alunos da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).
Pescaria
A paisagem que rodeia o lago é um convite a um momento de paz. Maria Luísa adverte que é proibido fazer churrasco na área. "Alguém fez, certa vez, e jogou o carvão que ficou aceso na área verde e provocou um incêndio muito grande. Por isso, não autorizamos. Elas devem trazer seus lanches naturais mesmo".
Durante a visita da Gazeta, algumas pessoas estavam pescando no lago, que tem lambaris, tilápias e traíras. "Isso aqui é o paraíso", dizia o mecânico Salvador Gonçalves Passos, 49 anos de idade, que mora no bairro Jardim Bartira, ao lado do Tupi, e há 30 anos frequenta o lago. "Quando estou de folga venho pescar e aos finais de semana, se quiser me encontrar, é só vir aqui", contou.
Fernando Bianco, 33 anos de idade, que trabalha com construção civil, levou os sobrinhos para a pescaria. "Aqui é um lugar sossegado e agora estão melhorando no que diz respeito à manutenção". Há 50 metros deste lago, passando por um carreador, existe um outro lago.
Visitação
O local fica aberto das 7 horas às 16 horas, de segunda a sexta-feira e das 7 horas às 17 horas, aos finais de semana e feriados. Os telefones são (19) 3438-7176 ou (19) 3438-7200.
Quem vai à Estação Experimental de Tupi, que fica no quilômetro 149 da rodovia, basta fazer o seguinte trajeto: assim que deixar a rodovia e passar pelo viaduto seguindo a placa indicativa com a inscrição Horto Florestal, ao entrar na estrada de terra, a menos de 50 metros, vai visualizar (do lado direito) a placa da Estação Experimental de Tupi.
Pode passar pela portaria e seguir pela estradinha, à esquerda, que vai sair no centro de visitantes. Isso é para as pessoas que vão desfrutar de lazer. Há uma placa indicando o estacionamento (ao fundo tem um campo de futebol). Após deixarem o veículo ali, as pessoas já vão ver a casa onde são feitas as visitações. Ao lado dela fica o lago artificial.
As responsáveis fazem um alerta: "As pessoas não devem nadar neste lago porque ele tem pontos com quatro metros de profundidade. A água dele, embora venha de nascentes naturais, não é potável. Quem for passar o dia ou algum período no local deve levar água".